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POIS É


Filmes

Mais um da série “5 TOPs e 5 BOTTONs” de filmes que assisti nas últimas semanas.

 

5 TOPs:

 

- Um homem misterioso (2010): Após um inesperado final de um trabalho, um assassino profissional (George Clooney) decide se aposentar, mas antes se refugia em um pequeno vilarejo para fazer uma última missão, faz amizade com o padre da região e se envolve com uma prostituta. O clima de suspense do filme é espetacular, algo comparável ao incompreendido e vencedor do Oscar “Onde os fracos não têm vez”, portanto, se você não gostou deste, não vai gostar de “Um homem misterioso”. Mas eu recomendo!

 

- O livro de Eli (2010): Em um futuro após um Armageddon, onde todas as bíblias foram destruídas, um poderoso dono de uma vila (Gary Oldman) sabe que se conseguir uma pode fazer a cabeça das pessoas e se tornar muito poderoso, mas quem está guardando a última bíblia é Eli (Denzel Washington), um valente andarilho que tem que levá-la para um lugar seguro.  Sensacional interpretação da dupla e espetacular fotografia, um dos melhores filmes dos últimos anos.

Nota: A cena do tiroteio na casa dos velhinhos é uma obra prima.

 

- Amor e Outras Drogas (2010): Comédia romântica com a estrela da vez Anne Hathaway, com uma boa dose de crítica à indústria farmacêutica e um boa alerta ao preconceito sobre Mal de Parkinson.

 

- Cisne negro (2010): Nina, uma bailarina, faz de tudo para estrelar o balé Lago dos Cisnes e consegue, mas fazer a parte do Cisne negro requer uma dedicação a mais, fazendo com que  ela entre em conflito com a mãe, com uma concorrente, com o diretor do espetáculo e com ela mesma. Você começa a ver e acha que é um filme para meninas ou bichinhas, mas logo muda de opinião, o clima de suspense do filme prende até o final.

Nota: A cena lésbica é de tirar o fôlego.

 

- Senna, o brasileiro, o herói, o campeão (2011): Não sou muito de ver documentários, mas quem viveu a época de triunfos do Airton como eu, não pode deixar de assistir este filme e entender muitas coisas que aconteciam (ou acontecem) na fórmula 1. Foi como viajar no tempo e voltar a uma época em que o talento, a superação e o orgulho ferido venciam. Imperdível!

Nota: As brigas de Senna com Prost é digna de termos certeza: Senna nunca pisaria no freio para deixar alguém passar e ganhar os pontos que ele conquistaria.

 

 

5 BOTTONs:

 

- O último mestre do ar (2010): Adaptação do desenho japonês Avatar, onde existem quatro nações (Ar, Água, Terra e Fogo) unidas pelo destino. Mas o Fogo se revolta e somente um jovem guerreiro Avatar pode dominar os quatro elementos e fazer voltar a paz. Fala a verdade, lendo esta sinopse nem dá vontade de ver o filme. As várias críticas negativas americanas que este filme sofreu são totalmente justas, é uma porcaria, nem os efeitos especiais se salvam.

 

- Solomon Kane, o caçador de demônios (2010): A crítica culpa o diretor e realmente não dá mais para aguentar estes filmes de monstrinho, aberrações e demônios, parece que isso saturou com a trilogia “O senhor dos anéis”. Mas não, sempre tem um novo, este Solomon Kane até me pareceu interessante pelo personagem ter sido criado pelo mesmo criador de Conam, e acredito que nos quadrinhos seja até legal mas o filme é uma amostra de como transformar um milionário orçamento em uma bosta.

 

 - A saga Crepúsculo – Eclipse (2010): E mais uma vez a “Bela” fica no meio de conflitos entre vampiros e vampiros, vampiros e lobos, vampiros e gente, lobos e gente, etc. O resultado é o mesmo filme ruim de sempre. Somente para adolescentes sem nada na cabeça.

 

- Entrando numa fria maior ainda com a família (2011): As peripécias de Greg Fornika (Ben Stiller) para ainda tentar convencer seu sogro Jack Byrnes (Robert De Niro) de que é um cara legal, mesmo após anos de casamento com sua filha e dar a ele dois netos gêmeos, é uma tentativa muito frustrada de continuar com o sucesso dos dois filmes anteriores. Com pouquíssimas situações engraçadas, o filme tem partes de dar pena, como os papeis de Jessica Alba e o do chato personagem de Owen Wilson, as crianças muito mal inseridas na estória o pior, Dustin Hoffman e Barbra Streisand totalmente sem nexo e perdidos na trama. Não perca seu tempo.

 

- Querido John (2010): Um jovem soldado vive o dilema entre seguir carreira e perigosas missões no exército americano após o 11 de setembro ou ficar com seu amor de verão e perto de seu pai autista. Filme com estória ruim, com personagens ruins, com interpretações muito ruins, com o assunto sobre autismo tratado de forma muito ruim, com o final para o romance ruim, com o final do drama entre pai e filho muito ruim. Muito ruim, muito ruim...



Escrito por FR.Blota às 10h39
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Solos

No post anterior sobre o show do Ozzy, meu conterrâneo Daniel Sanes (vulgo Dandão), comentou que “solos só são bacanas pra quem está tocando”. Na maioria das vezes sim, é verdade; a ideia de criar um clima diferente e a mais em um show aliado a um provável descanso dos outros músicos faz com que solos fiquem extremamente chatos e previsíveis, como na minha opinião foram os dois solos do show de Ozzy em Porto Alegre.

Fala sério, ninguém agüenta mais aqueles solinhos de guitarras extremamente rápidos e sem melodia nenhuma, com um monte de notas perdidas fazendo parecer um enxame de abelhas ou uma nuvem de mosquito, aí o guitarrista para de tocar subitamente na nota mais aguda, de surpresa e o público supostamente delira. Eu penso:

-Pô de novo este tipo de solo! Essa receita está muito manjada.

Na bateria é pior, porque os caras montam um monstro de percussão e só tocam na caixa, bumbo duplo e dois pratos. Que decepção quando vejo isso. No show de Ozzy, O baterista colocou até um daqueles pratos gigantes asiáticos atrás da batera; e ele simplesmente nem chegou perto.

Tem aquele negócio também manjadíssimo que todo baterista de banda de heavy metal faz após uma maçante seção rápida de bumbo duplo, caixa e pratos, tocar uma vez no tom e esperar que o publico grite “Hey”, depois toca duas vezes no outro tom e espera que o público grite “Hey, hey”, ou então faz um toque ao estilo de “We Will Rock You” e espera que o público bata palmas. Isso na década de 80 era legal, novidade, tocar bateria sem as mãos, quebrar as baquetas na cabeça, isso era sinônimo de energia no palco, agora isso me cheira a breguisse, sim, breguisse pura. Às vezes me deparo com bateristas tão famosos que fazem esta fórmula manjada que sinto uma tristeza pelos milhares de anônimos bons baterista que temos por aqui que podem fazer um solo muito melhor. Que pena! Mas no mundo do heavy metal é assim.

Talvez esteja ficando muito exigente.

Mas temos que admitir que existem alguns solos que entram como música nos ouvidos, dá para contar nos dedos, é verdade. Ao vivo, tive o privilégio de ver dois grandes solos de baterias, um do Neil Peart no Olímpico (que mesmo assim não chegou aos pés do YYZ no Exit Stage Left) e outro do Ian Paice, com sua modesta bateria característica dos anos 70´s, no Gigantinho.

Na guitarra, bom, até agora o solo que mais me marcou foi quando tinha 13 anos, do Hélio Mandeco, no Hermenegildo, reproduzindo com uma fidelidade assustadora o Eruption do Eddie Van Halen.

Aliás, que fim levou o Mandeco? Tocava mais do que muitos famosos.



Escrito por FR.Blota às 10h27
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 “Antigos Espíritos do Mal, transformem esta forma decadente em Ozzy Osbourne, o de vida eternaaaaaa!!"

 

- Ele é que nem o Mun-rá, dos Thundercats!

Esta é a melhor definição para Ozzy quando entra no palco, dada pelo meu amigo Emerson que juntamente com seu cunhado Rodrigo e com o meu irmão Enrico, me deram o prazer da companhia no show. Quando entra no palco ele se transforma, ainda dando ao seu público uma aula do verdadeiro heavy metal.

Para 12mil pessoas, com uma excelente qualidade de som e pelo meu relógio, 4 minutos adiantado, Ozzy iniciou com um “Bark at the moon” impossível de ficar sem pular, seguida da nova e legalzinha “Let me hear you scream” e detonando com “Mr. Crowley”. Inicio arrasador.

“Fairies wear boots” muito bem tocada, além me deixar em êxtase, deixou os fãs mais novos sem entender muito, pois não a conheciam. Aliás, isso era notável: como tinha jovens, pensei que ia encontrar só gente da minha idade para mais. Na entrada do Gigantinho, encontrei meu amigo Aryon levando seus filhos no show, o que comprova que o reconhecimento da boa música vem dos pais e o público se renova a todo instante, mostrando que o bom heavy metal nunca envelhece!

Após jogarem uma bandeira do Grêmio e Ozzy se enrolar nela (para deleite dos tricolores), é jogada uma do Rio Grande do Sul e Ozzy faz dela um manto, ai sim, toda a platéia veio abaixo. Seguiram-se as minhas prediletas “I don´t know” e “Suicide solution” (dedicada ao vocalista do AC/DC, Bon Scott), as bem sucedidas da carreira ”I don´t wanna change the world”, “Road to nowhere” e a popzinha “Shot in the dark”, que caiu muito bem no set list.

Para o Ozzy descansar, a surpresa foi uma “Rat salad” (instrumental dos tempos do Sabbath) muito modificada ao meu gosto, pôôô, o solo do Tony Iommi na música não dava para mudar; e o solo de batera de Tommy Clufetos (que se parece muito com o Bill Ward dos anos 70”s) começou bem mas depois só mostrou que o cara só é bom nos bumbos e pratos, muito repetitivo; aliás, para quê uma bateria tão grande se o cara não tocou nem em metade dela. Mas empolgou bem mais do que o fraquinho e previsível solo de guitarra de Gus G., que tocou muito bem os clássicos do Ozzy e do Sabbath, mas no solo não sabia se copiava o Tony Iommi, o Ed Van Halen ou o próprio Randy Rhodes.

Quase chorei em “Iron Man” e “War pigs”; as música que você vibrava quando adolescente tocada simplesmente por que quem as fez! É emocionante. E o final matador com “Crazy Train”, o biz “Mama I´m coming home” seguida de “Paranoid” levaram a multidão ao êxtase; e eu junto.

Uma pena: nenhuma do “Diary of a Madman”, nenhuma do ótimo “No Rest for the Wicked” e nenhuma do “Ozzmosis”, o último bom disco de Ozzy. Cabiam mais meia dúzia de músicas, incluindo clássicos do Sabbath como "Children of the Grave" e "Snowblind", mas temos que pensar na idade do homem. Se Ozzy está caquético? Sim, está, mas fora dos palcos. Nos palcos ele ainda é o Ozzy de sempre, jogando água, espuma, batendo palmas, pulando, gritando e desafinando como sempre. Aos 62 anos, a vida de excessos pesou, o andar é lento, a postura é curvada, mas se nota que ele ainda tem muito prazer em fazer isso. Quem sabe não o vimos de novo aos 80 anos?

 

 

   

 

 

 

Fontes:

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2011/03/31/ozzy-empolga-publico-gaucho-e-promete-retorno-em-2012/

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2§ion=Geral&newsID=a3258657.htm

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/03/ozzy-revive-sucessos-do-black-sabbath-em-porto-alegre.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/ozzy+demonstra+vitalidade+aos+62+anos+em+porto+alegre/n1300017385348.html#13

http://www.telam.com.ar/vernota.php?tipo=N&idPub=216731&id=410770&dis=1&sec=1

 

 

 



Escrito por FR.Blota às 13h56
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IRON MAIDEN - THE FINAL FRONTIER (2010)

- A primeira vez que escutei, notei que as músicas eram parecidas umas com as outras;

- A segunda vez que escutei, notei que as músicas “The Final Frontier” e "El Dorado" eram legalzinhas;

- A terceira vez que escutei, notei que ele demora muito para terminar, pois tem 76 minutos e 34 segundos de duração;

- Na quarta vez que escutei, procurei saber mais sobre o disco e li que ele foi gravado por Kevin "Caveman" Shirley no “Compass Point Studio”, velho conhecido da banda, pois foi onde gravaram “Piece of Mind (1983), “Powerslave (1984) e “Somewhere in Time (1986). Sobre isso, Bruce comentou: "O estúdio tem a mesma vibração e é exatamente como era em 1983. NADA mudou! Até um abajur quebrado no canto... o mesmo carpete... tudo... É realmente assustador. Mas nos sentimos muito à vontade em um ambiente tão familiar e onde já vivemos tanto e eu acho que isto surtiu efeito na maneira de tocar e na atmosfera do álbum."

- Na quinta vez que escutei, notei que as músicas "Mother of Mercy", "Coming Home" e "Isle of Avalon"  eram muito, mas muito boas;

- Na sexta vez que escutei, notei que as três guitarras não estão nem um pouco “de mais” e se completam de forma surpreendente;

- Na sétima vez que escutei, notei que outras músicas como "The Alchemist", "Starblind", "The Talisman" e "The Man Who Would Be King" também eram muito boas.

- Na oitava sexta vez que escutei, me apaixonei pela música "When the Wild Wind Blows", com 11 minutos de duração, ela tem os geniais solinhos dobrados, uma soberba melodia na voz de Bruce e na segunda parte da música uma pitada de um riff arrastado em Mi menor + Sol maior (diferente, simples, mas espetacular, ideal para sacudir a cabeça bem ao estilo “headbanger”);

9º, 10º, 11º... 198º, 199º, 200º - Não consigo parar mais de escutar esta joça, os caras são foda. Puta que pariu!

 



Escrito por FR.Blota às 09h19
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   Covers bem feitos sempre são alavancas para discos não tão bons, ou para conhecermos bandas que não tem tanta capacidade de criação e acabam sendo conhecidas mais por regravações do que propriamente por músicas novas.
   Muitas vezes a regravação faz mais sucesso do que o original, como é o caso de "Twist and shout" dos Beatles ou mais recentemente "Knockin’ On Heaven’s Door" do Guns N’ Roses. O fato é, regravações bem feitas nos fazem esquecer que existia uma versão original.
   Andei pesquisando na internet e todo blog de som tem uma lista de covers; então, criei a minha própria, claro!
   E não é que ficou boa. Quem não concorda?

   01. "Twist and shout" - Beatles (Isley brothers)
   02. "All Along The Watchtower" - Jimi Hendrix (Bob Dylan)
   03. "A Little Help From My Friends" - Joe Cocker (The Beatles)
   04. "You Really Got Me’ - Van Halen (The Kinks)
   05. "Cum On Feel The Noize" - Quiet Riot (Slade)
   06. "The green manalish" - Judas Priest (Fleetwood Mac)
   07. "Johnny be good" - Peter Tosh (Chuck Berry)
   08. "Knockin’ On Heaven’s Door" - Guns N’ Roses (Bob Dylan)
   09. "Oh, Pretty Woman" - Van Halen (Roy Orbison)
   10. "Easy (Like Sunday Morning)"  - Faith No More (The Commodores)
   11. "Day Tripper" - Whitesnake (The Beatles)
   12. "Helter Skelter" - U2 (The Beatles)
   13. "Gimme, gimme, gimme" - Yngwie malmsteen (ABBA)
   14. "My Way" - Sid Vicious (Frank Sinatra)
   15. "Love Hurts" - Nazareth (The Everly Brothers)
   16. "Needles & Pins" - Ramones (Jackie DeShannon)
   17. "Stand By Me" - John Lennon (Ben E. King)
   18. "I Will Survive" - Cake (Gloria Gaynor)
   19. "What a wonderfull world" - Joey Ramone (Louis Armstrong)
   20. "The Boxer" - Joan Baez (Simon & Garfunkel)
   21. "Mrs. Robinson" - The Lemonheads (Simon & Garfunkel)
   22. "I Shot the Sheriff" - Eric Clapton (Bob Marley)

   Háááá! Está por ordem de preferência X importância.



Escrito por FR.Blota às 13h56
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INDISPENSÁVEIS

Jethro Tull - “Thick as a Brick” (1972)

Certa vez estávamos eu e o meu amigo Emerson em casa, provavelmente escutando “Scorpions” ou “Iron Maiden”, quando meu pai chegou do trabalho e nos mostrou uma fita cassete que tinha na capa um jornal inglês trazendo notícias, contos, propagandas e a mesma música de cada lado. Estranho e bem diferente.

- É rock Ico! Eu disse que meu filho gostava para um colega no trabalho e ele te emprestou esta fita.

- Bom, vamos escutar então.

E não é que o som era cativante, direto e ao mesmo tempo muito trabalhado.

A introdução com violão e Ian Anderson cantando “Really don't mind if you sit this one out” me arrepiou de cara, e o que se ouve depois é uma síntese do que é, ao meu ver, o conceito do melhor da música progressiva. A flauta como sempre colocada com maestria, mas a guitarra de Martin Barre, mesclando momentos pesados e acústicos é que mostra a genialidade da banda, este cara não é tão valorizado como deveria, muitos riffs dele fazem história ao meu ver.

Fiquei fã de Jethro Tull desde então. Para mim, até agora eles não fizeram discos melhores, nem os tão badalados “Aqualung”, “Benefit”, “Songs from the wood” e “Living in the past” chegam aos pés de “Thick as a Brick”, o quinto trabalho de estúdio da banda.

Em Pelotas, não aguentei e comprei o CD importado que vem com o falso jornal completo. Tempos depois, li que fizeram o disco em resposta as críticas de que o anterior “Aqualung” era conceitual (o que Ian Anderson negou firmemente) e não era progressivo por possuir 11 músicas. A resposta: um disco inteiro só com uma música e conceitual sobre um poema escrito por um precoce garoto inglês que fala sobre os desafios de envelhecer.

A genialidade desta banda é um pouco “ame ou odeie”, a poucos anos atrás tive o privilégio de vê-los no teatro do SESI. Show em teatro é diferente, não dá para pular e gritar. E notei que a idade pesou, as músicas mais lentas porque a voz e agilidade nos dedos não são mais tão potentes. Em tempos de mesclagem de metal com progressivo e adoração por bandas como “Dream Theather” e “Fates Warning”, que ao meu ver só possuem bons músicos fazendo cópias, “Jethro Tull” ainda é uma amostra viva do melhor da música progressiva e escutar “Thick as a Brick” ainda é uma pérola hoje em dia.

  



Escrito por FR.Blota às 14h10
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MPB

            - Respeito é bom e eu gosto!

            Se escutarmos isso de alguém que gosta ou toca MPB devemos ficar quietos. Afinal, os caras tem anos de luta contra a ditadura e um conceito meio que “diferente”. Não quer dizer que todas as musicas são boas, não, longe disso, tem muita coisa chata e muita porcaria como tudo na música; mas como falar mal de uma época e de um regime militar sem levar porrada? Isso é louvável. Músicas como “Cálice” de Chico Buarque e “Pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré são os casos mais conhecidos que exemplificam muito bem isso. Mas quando digo “diferente”, me refiro à intelectualidade da coisa, como uma frase inserida em uma música do tipo: “Pai! Afasta de mim esse cálice” pode ser contra a ditadura? É genial! Jogo de palavras! Alguns discos de Chico Buarque, “A peleja do diabo com o dono do céu de Zé Ramalho e o “Clube da esquina” com Milton Nascimento, Lô Borges e outros, são consideradas obras primas da música mundial.

Moral da história: nunca discuta música com quem gosta de Caetano, Milton, Gil, Chico, etc. Você vai perder...

            Mas por que estou tocando nesse assunto? Logo eu, um metaleiro! O fato é que, sempre teve uma música de MPB que me tocou em alguma fase da minha vida, seja em uma fase de paixonites e romantismos, de saudades da família quando morava sozinho, ou na época em que o Taizinho colocava som no Comercial e arriscava um Ednardo e uma Elba Ramalho, e agradava muito. Como isso se perdeu, como os DJs de hoje desconhecem totalmente essa parte MPB em uma boate. Isso é cultura musical, isso é evolução intelectual. Pô, eu fico indignado, ou é um “funk” ridículo, ou é uma Lady “new Madonna” Gaga, ou é um “bate estaca” insuportável.

            Para exemplificar melhor isso e como gosto de listas, vou arriscar uma pirataria e sem medo de ser preso, disponibilizarei para quem quiser conferir, uma seleção das 20 mais, 20 melhores, 20 top of the bill da MPB, ao meu gosto é claro.

           

Segue abaixo, por ordem alfabética:

 

Alceu Valença - Tropicana
Amelinha – Frevo Mulher
Banda de Pau e Corda – Cavalo Manso

Chico Buarque c/ Milton Nascimento - O Que Será (A Flor Da Terra)

Ednardo - Artigo 26
Ednardo - Enquanto Engoma a Calça
Elba Ramalho - Banquete de Signos
Elis - Para Lennon e McCartney
Geraldo Azevedo - Taxi Lunar
Gilberto Gil - Palco
Gonzaguinha - Sangrando
Ira! - Flores em você (Sim, esta é uma música MPB)
Jessé - Voa Liberdade
Jessé - Porto Solidão
Kleiton e Kledir  - Vira Virou
Maria Bethania - Fera ferida
Milton Nascimento - Maria Maria
Renato Teixeira - Frete
Sá, Rodrix & Guarabyra - Mestre Jonas
Zé Ramalho - Chão de giz

 

Isso que deixei de fora os Mutantes e Secos e Molhados, por merecerem um capítulo à parte.



Escrito por FR.Blota às 12h40
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Soldado 27

            Quando tinha 18 anos e fui me alistar em Santa Vitória do Palmar, todo mundo me falava:

            - Bááá, ninguém nunca vai daqui. Apesar de ser obrigatório, quem se alista em Santa Vitória vai servir em Rio Grande, e só os voluntários de lá já lotam o quartel.

            Pensei, bom, não estou nem um pouco a fim de servir, deve ser horrível, afinal já estava fazendo engenharia em Pelotas e minha vida iria mudar drasticamente. Fiquei tranqüilo.

            Certo dia, veio o pessoal do quartel de Rio Grande para fazer uma seleção no Cardeal, todo mundo da minha idade estava lá, amigos, colegas, uma festa, e ninguém preocupado, exceto um pai de um cara de uma granja, totalmente ignorante, que estava lá para se certificar que o filho iria mesmo servir, imagina como o filho devia incomodar em casa, a ponto do pai querer que ele fosse para o quartel.

            Bom, o fato é que os testes foram divididos em etapas, a 1º e mais constrangedora: todo mundo nu assoprando a palma da mão; que situação, uma rodinha de homens nus assoprando a palma da mão e todo mundo olhando uns para as bolas dos outros, se inchava o cara tinha um problema e ia pra casa, até hoje não sei que problema é esse mas felizmente (ou infelizmente) as minhas bolas estavam normais.

            A 2ª etapa era uma entrevista com cada um, um sargento gente fina me perguntou um monte de coisa, mas o que foi definitivo para eu passar para a terceira etapa foi: não era homossexual apesar de morar em Pelotas e estava fazendo faculdade de engenharia, que merda. Lembro que depois, tinha o comentário que o colega de ginásio Everton teria dito que era homossexual para ser dispensado, nunca perguntei isso para ele, mas essa informação deve ficar constando em alguma ficha de cadastro ou sair até na carteirinha de reservista, vai saber...   

            E eu ficando cada vez mais assustado. Na entrevista, a maioria e os colegas mais chegados foram dispensados, até o cara ignorante da granja, para tristeza do pai.

            A 3ª etapa foi uma prova. E que prova! Pediram desde para fazer caminhozinhos e ligar palavras (tipo aqueles passatempos de gibi da turma da Mônica) até descrever a física do funcionamento de um motor de um carro. Assustador!

            Após quatro horas, fui para casa, sem entender muita coisa, mas temeroso. Não queria servir de jeito nenhum. Meses depois veio o chamado: “Esteja no dia 06 de janeiro de 1992, as 06:00 na frente do prédio de alistamento”. Fui lá perguntar e a mulher responsável me disse que iria sair um ônibus para Rio Grande e era obrigatório eu ir. Puta merda!

            Ninguém vai é o cacete!

            Dá para trocar pelo cara da granja?

  



Escrito por FR.Blota às 13h56
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A importância do ídolo

Lembro daquela madrugada de 11 de dezembro de 1983, toda a família no Hermena, eu com 10 anos de idade, meu Tio Silvino desesperado para ver o jogo, pois na casa dele a imagem da repetidora da Globo não era boa e o meu pai sempre tinha uma imagem melhor porque investia em antenas que pegavam até canais do Chile, Argentina e Uruguai (quando o tempo favorecia). Mas naquele dia a imagem não estava legal, incrivelmente, quando meu tio desistiu e foi embora a TV ficou com uma imagem claríssima, o chamamos de volta mas ele não quis vir, deve ter achado que era pegadinha. O fato é que eu não agüentei o sono, naquela época o jogo era à tarde no Japão e de madrugada aqui, vi pouca coisa, meu pai me acordava a cada gol do Renato e quando terminou o jogo a comemoração foi se alastrando pelo Hermena.

Em 2010, o ídolo não só resguarda a sua imagem, mas mantém viva a ideia de sobrevivência em um caótico campeonato, com base na história mais vitoriosa do clube. Renato Gaúcho assim o faz e por enquanto está funcionando.

Quando Cilas saiu pensei, não vai adiantar, o grupo ficou fraco de uma hora para outra, tem que trocar os jogadores. Mas Renato me surpreendeu com a vitória na casa do vice líder. Estaria o Grêmio em fase de ascensão? Sem mais riscos ao rebaixamento?

Só falta agora conseguirmos uma vaga para a Libertadores.

O ídolo é foda!

 



Escrito por FR.Blota às 13h22
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Filmes

Mais um da série “5 TOPs e 5 BOTTONs” de filmes que assisti nas últimas semanas.

 

5 TOPs:

 

- Simplesmente complicado (2009): Comédia romântica sobre uma mulher mãe de três filhos que vive o tormento de ser amante do seu ex-marido ao mesmo tempo que tem uma proposta de um novo romance com seu arquiteto. Com um trio que dispensa comentários: Meryl Streep, Steve Martin e Alec Baldwin, o filme é boa diversão apesar da direção não ser tão boa.

 

- 2012 (2009): Tirando os ótimos efeitos, muita gente falou mal deste filme, mas eu gostei, acho que a ideia principal seria analisar como seria a atitude de algumas pessoas caso catástrofes fizessem com que o mundo acabasse: vender caros lugares para a salvação.

 

- Bastardos Inglórios (2009): Só no final do filme vi que a direção é do Tarantino. Antes criticado pela violência desnecessária em seus filmes, neste ele encontrou a dosagem certa e a superação, sem dúvida o melhor filme dele, é a visão de como ele gostaria que tivesse acabado a 2º guerra e os nazistas. O filme não peca nunca, é perfeito. As interpretações são de tirar o fôlego, Christoph Waltz mereceria uma dúzia de Oscars pelo coronel nazista Hans Landa, Diane Kruger como a atriz alemã e agente infiltrada também se sobressai, são interpretações que nos respondem porquê o cinema fascina. Duas cenas absurdamente bem conduzidas e impressionantes: O diálogo entre Waltz e o camponês francês que abriga a família judia antes da matança da primeira cena do filme e toda a cena de diálogos e tiroteio no bar entre os oficiais nazistas e os agentes. Recomendadíssimo!

 

- Sempre ao seu lado (2009): Estória verídica japonesa sobre a fidelidade de um cachorro com seu dono, claro que passada sobre uma ótica americana. Com Richard Gere no elenco. Triste, triste, muito triste, mas bom, bom, muito bom.

 

- Retratos da Vida (1981): Considero um dos 10 melhores filmes que já assisti na vida. Atuações e aproveitamento musical impressionante (principalmente do Bolero de Ravel). Integrações entre três gerações de diferentes famílias, de diferentes culturas e de diferentes países, contatadas de uma maneira soberba, com passagens em épocas importantes da história mundial. Recomendadíssimo para quem ainda não viu.

 

5 BOTTONs:

 

- Sangue Negro (2007): Ascensão e conflitos de um magnata do petróleo com seu filho adotivo, magnatas concorrentes do petróleo, um pastor e os habitantes de uma pequena cidade no oeste. O filme prende a atenção somente pela atuação do fantástico Daniel Day-Lewis, merecedor do Oscar, mas não convence e o final é terrível.

 

- Norbit (2007): Sempre gostei dos filmes do Eddie Murphy, mas este é ridículo, o personagem principal sofre demais no filme e nem as várias interpretações dele salvam esta catástrofe.

 

- Cadê os Morgans (2009): Tentaram fazer uma comédia romântica policial reunindo os astros Sarah Jessica Parker e Hugh Grant, mas o resultado foi um filme sem graça e monótono, perda de tempo.

 

- Efeitos Pessoais (2008): Com Ashton Kutcher e Michelle Pfeiffer. Mostra o conflito de um jovem após a irmã ter sido assassinada e o envolvimento dele com uma viúva e mãe de um jovem especial. Filme que deixa muito a desejar. O romance se desenrola de forma confusa. Não se tem ideia do assassino em nenhum momento e ele simplesmente descobre que a irmã era uma baita puta e que qualquer um poderia tê-la matado.

 

- Faltou um filme ruim para analisar: Alguém sugere?

 



Escrito por FR.Blota às 09h52
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Seleção Brasileira

Seleção Brasileira sempre foi uma paixão de guri, de todos os guris de todas as gerações, imagino que meu pai deveria vibrar muito com a copa de 58 e 62. Eu já vibrava com as seleções de 1982 e 1986, lembro que nas eliminatórias para estas copas, ficava na frente na TV só esperando os gols, o placar geralmente não baixava de 4x0 e a cada gol eu pulava como se estivesse no estádio.

Na tão famosa derrota em 82 estava 2X1 para a Itália e me deu uma dor de barriga desgraçada, perdi uns 5minutos do jogo e quando voltei estava 2X2, Falcão tinha empatado. O pior é que quando a Itália desempatou, mesmo sem dor de barriga voltei ao banheiro e sentei no vaso de calças arriadas, em vão, claro que com a esperança do Brasil empatar novamente! Superstições de guri.

Com o passar dos anos, a paixão pela seleção foi dando lugar a uma idéia de que não vala a pena, talvez influenciado pela minha mãe, que se dizia torcer contra, devido aos altos salários deles:

            - “Eu ganho uma miséria como professora e esses filhos da p* ganham milhões para correr atrás da bola!” Dizia ela inconformada.

            - “Hoje está pior Mãe! Eles ganham bem mais do que em 82 e 86”.

Lembro também do enigmático Prof. Selmer, que ia lá em casa e também torcia contra, ficava indignado com ele, mas no fundo minha mãe queria me colocar na realidade. Em 94 nem comemorei muito, em 2002 menos ainda. Em 90 até fiquei chateado, pois o Brasil jogara bem melhor do que Maradona e Cia, mas craque é craque, desequilibra. Em 98 achei merecida a derrota para a França, tinha um papo de ataque epilético somado a que o jogo teria sido vendido, tudo balela, a França jogou muito melhor e mereceu vencer, imaginem se tivéssemos ganhado três títulos seguidos, todas as rivalidades iriam terminar, seríamos como os americanos no basquete, invencíveis. Foi melhor para o futebol, assim como foi melhor para o futebol em 2006 e 2010 termos saído nas quartas.

Querem saber de uma coisa, acabei ganhando um bolão aqui na empresa com o placar de Holanda 2X1 Brasil, acordei dizendo que o Brasil iria perder, dito e feito. Seleção é para ser “Seleção”, os melhores dos melhores e Dunga não empolgou, foi turrão e porque não dizer burro e prepotente. Seleção é paixão e é também clamor popular, vai dizer que o povo não sabe quem são os melhores?

 

Não adianta ficar bravo Dunga!

Confiaste muito no comprometimento e esqueceste do futebol!



Escrito por FR.Blota às 14h26
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Aerosmith, Porto Alegre, 27 de maio de 2010.

            Não sou um completo fã, é verdade. Não conheço todas as músicas, mas sempre gostei de Aerosmith. E é uma banda a se respeitar, afinal eles já venderam 150 milhões de discos e show deste nível a gente não pode perder.

Com uma interminável chuva fina e chata, eu estava predestinado a assistir o show sozinho, na parte de trás da pista, pois tinha comprado o ingresso mais barato e os meus parceiros de shows Sivori e o Aryon tinham comprado na arquibancada. Mas com o incentivo deles para assistirmos o show juntos, resolvi tentar entrar na arquibancada com o ingresso de pista, mas arriscando levar uma humilhante barrada pois tinha até código de barras no negócio. Tudo organizado, não tinha como falhar e o cara da roleta se deu conta, mas tinha um tiozinho gente fina do lado que me liberou, disse: - Vocês estão todos juntos, pode passar! Tiozinho gente boa. Aliás, chegando na arquibancada e prestando atenção no público, me dei conta que o cara era o vovô, eu era tiozinho. Incrível o número de adolescentes que estavam no show, chegava a me perguntar se eu não estava no show errado.

Bom, o fato é que o Aerosmith deixou bem claro que o show seria de clássicos recentes, intercalando com os mais antigos. Com a inusitada música de abertura "Rainy Day Woman #35" na voz de Bob Dylan, “Love in an elevator” deu a entrada triunfal e o público foi ao delírio, mas foi em “Mama Kin” que... que... que... somente nós e os mais antigos foram ao delírio, pouca gente conhecia e deu para ter certeza: o Aerosmith é a banda que mais renovou público da história e eles realmente queriam uma integração entre as diferentes faixas etárias, mas puxando muito para o pop, o set list cada vez mais comprovava isso: "Falling in Love (Is Hard On the Knees)", "Pink", "Dream On" (com os gritos de Steven Tyler arrepiando todo mundo), "Livin' On the Edge”, “Jaded” e as chatas, muito chatas “Crazy” e “Cryin”. Parecia que o negócio ia ficar cada vez pior com o terrível e previsível solo de Joey Kramer (com direito até ao manjadíssimo “tocar só com as mãos”), mas não, veio em seguida a ótima e de babar "Lord of the Thighs”, com um imprevisível (pelo menos para mim) solo do guitarrista Brad Whitford, que aliás o Aryon já tinha me alertado: - Quem toca mesmo é o Brad, o Joey Perry só engana. E tenho que concordar, Joey Perry decepcionou.

Após a última chatice adolecente "I Don't Want To Miss A Thing”, o show ficou bom com “Rag doll”, “What it takes” e Sweet emotion”, clássico que para mim foi o ponto alto da noite, incrível como esta música é vibrante ao vivo;  voltou a ficar um pouco chato com o dispensável blues cantado por Perry “Stop messing around”, cover do Fletwoon Mac, mas “Baby, Please Don´t Go”, clássico de Big Joe Williams gravado por tanta gente boa como AC/DC e Ted Nugent e "Draw The Line” deram o primeiro adeus com chave de ouro antes de retornarem com a já aguardada “Walk this way” e outro cover totalmente inesperado “Train Kept a-Rolin”', de Tiny Bradshaw, que ficou famosa com o grupo inglês The Yardbirds nos anos 60.

Para mim, o show foi pop demais, faltaram Janie's Got a Gun” e “Toys in the Attic”, mas valeu muito a pena ver Steven Tyler ainda cantando como nunca e mostrando que crises com drogas e a idade não afetou seu talento, o rock´n´roll agradece.

  

                 

O Aerosmith em ação em POA: Steven Tyler assombrou apesar dos seus 62 anos e Joey Perry foi a decepção da noite.

 

Fontes:

http://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2010/05/na-chuva-aerosmith-esquenta-publico-de-porto-alegre-com-classicos.html

http://musica.uol.com.br/ultnot/2010/05/28/pela-primeira-vez-em-porto-alegre-aerosmith-vence-o-mau-tempo-e-faz-grande-show.jhtm

http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/aerosmith-esbanja-energia-em-porto-alegre-20100528.html



Escrito por FR.Blota às 00h44
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DIO

Se lamentos pudessem mostrar o que sinto, lamentaria toda a minha vida.

Nossos ídolos não são eternos e nem todos morrem de overdose como ensinou Cazuza, Dio lutou contra um câncer. Que doença é esta que devasta e cria atmosferas de pena nas pessoas? A melhor forma de homenageá-lo não é sentir pena, Dio sempre foi exemplo para todos, sem sombra de dúvida a figura mais carismática do Hard Rock. Sempre vivendo de boas maneiras, foi ele um dos idealistas do Hear 'n Aid e o compositor da música “Stars”, versão “We are the World” metaleira para também combater a fome na Etiópia em 1985.

Substituiu Ozzy Osbourne no Black Sabbath? Sim, é verdade, a substituição mais que perfeita.

Aguentou o super ego de Blackmore no Rainbow? Sim é verdade? Num depoimento, certa vez disse que lamentava muito o mal trato de Ritchie com os fãs. Essa era a preocupação dele, tratar bens os fãs e condenar quem não o fazia. Nos shows Dio agradecia e agradecia muito os fãs. Tive o privilégio de vê-lo em ação duas vezes: no Gigantinho, no show mais emocionante da minha vida para a turnê da obra prima do rock chamada Dehumanizer (1992) e tempos depois no Opinião, com a carreira solo.

A melhor forma de homenageá-lo é cantar a segunda estrofe da música que após três décadas do lançamento, ainda me emociona cada vez que escuto:

 

                                                                                                                                   

                                                                                                                                     

                       

                       The lover of life's not a sinner

                       O amante da vida não é um pecador

                     

                       The ending is just a beginner

                       O fim é apenas um iniciante

 

                       The closer you get to the meaning

                       Quanto mais perto você chegar do significado

 

                       The sooner you'll know that you're dreaming

                       Mais cedo você saberá que está sonhando

 

                       So it's on and on and on, oh it's on and on and on

                       Então isto segue adiante, sem parar, sem parar

 

                       It goes on and on and on, Heaven and Hell

                       Sem parar, sem parar, o Céu e o Inferno.



Escrito por FR.Blota às 13h37
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Indispensáveis

           Slade - “Slayed?” (1972) e “Sladest” (1973)

Conheci Slade com o meu amigo e visinho Emersom, juntos escutamos o disco ao vivo “Slade On Stage” de 1982 na casa de discos “Manano” (acho que era esse o nome) no Chuí. Aliás, esta casa de discos era muito boa, do mesmo nível que a “Trekos” ou a “Beiro” em Pelotas, mas era cara. Tinha outra loja mais barata, também no Chuí, onde inclusive comprei vários discos dos Scorpions, não lembro o nome, sei que era perto do Banco Bradesco na avenida principal. Pegávamos o ônibus Sta Vitória-Chui só para passar horas e horas escutando discos e olhando as novidades, ainda passávamos na loja dos turquinhos Rafat e Nabil para conversar, escutar som e olhar para as castelhanas que passavam. Bons tempos!

Quando escutei “Slade On Stage”, gostei e fiquei com o disco, um pouco desconfiado, é verdade, pois no inicio achei um pouco chato, talvez pelo excesso no estilo rock´n´roll boogie, mas depois me apaixonei pelo som.

Muito tempo depois, no famoso sebo Zé Carioca em Pelotas, adquiri o conceituado ao vivo Slade Alive (1972) e estes dois petardos chamados “Slayed?” (1972) e “Sladest” (1973), que possuem o cover (sempre bom de ouvir) “Move Over” da Janis Joplin e os clássicos “Gudbuy T' Jane”, “Mama Weer All Crazee Now”, “Cum On Feel The Noize”, “Pouk Hill” e ainda as espetaculares mas um tanto desconhecidas “I Won't Let It 'Appen Agen” , “I Don' Mind”, “One Way Hotel”, “My Town” e “Know Who You Are” que praticamente definem o som do Slade: um rock´n´roll melódico e cativante.

        O Slade acabou influenciando muitos grupos de Heavy Metal, o mais evidente foi o Quiet Riot (no qual o vocalista Kevin DuBrow tem uma voz muito parecida) e o resultado é que eles acabaram fazendo mais sucesso com os covers “Cum On Feel The Noize” e “Mama Weer All Crazee Now” do que propriamente com as músicas deles. Há pouco tempo baixei a discografia completa do Slade na internet, a obra deles é de uma qualidade absurda mas infelizmente no Brasil quase ninguém conhece, tanto que acho que nunca estiveram por aqui. Mas vi que ainda estão na ativa. Sei lá, numa dessas ainda consigo assistir ao show deles.

   

Clássicos do Rock´n´roll britânico: "Slayed?” (1972) e “Sladest” (1973). Desde o início, o Slade é formado pelo quarteto Noddy Holder (vocals, guitar), Dave Hill (guitar), Jimmy Lea (bass) e Don Powell (drums). Coisa rara! 

 



Escrito por FR.Blota às 13h28
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... de todos os tempos

 

- A melhor música country de todos os tempos: Tangerine, no Led Zeppelin III.

- O melhor disco Trash Metal de todos os tempos: “Kill in All” do Metallica.

- A melhor música Trash Metal de todos os tempos: “Seek and Destroy” no disco citado acima.

- O disco mais pesado (e com qualidade, óbvio) de todos os tempos: “Born Again” do Black Sabbath.

- O melhor solo de baixo de todos os tempos: Lembro que fiquei impressionado quando o Celinho me mostrou um vídeo do Level-42. A música deles é horrível, mas o vocalista e também baixista faz um solo ao vivo de arrasar.

- O melhor solo de teclado de todos os tempos: Não sei, nunca vi um que realmente gostasse. Alguém se manifesta?

- A música mais progressiva de todos os tempos: Qualquer uma do King Crimsom

- O disco mais progressivo de todos os tempos: Qualquer um do King Crimsom

- A melhor música progressiva de todos os tempos: “Thick as a Brick” do Jethro Tull

- O melhor disco progressivo de todos os tempos: Tem três: “Animals” do Pink Floyd, “Red” do King Crimson e “Thick as a Brick” do Jethro Tull.



Escrito por FR.Blota às 12h30
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